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O custo ambiental das rodovias

Tudo o que encarece ou obriga a manutenção antecipada de um veículo também significa dano ambiental. A troca de qualquer peça representa mais desejos, mais combustível gasto de forma indireta pelo veículo e também maior consumo de energia e matérias primas para a produção do item sobressalente.

Por essa e outras razões mais óbvias – como a segurança de motoristas e passageiros – o estado de ruas e estradas preocupa. Segundo estudo da Fundação Dom Cabral, que calculou os gastos com reposição de peças e combustível de 149 transportadoras do Brasil, no nosso país, somente com os caminhões das empresas pesquisadas, este valor chega a R$ 805 milhões por ano.

Imagine este valor levando em conta todos os caminhões que rodam em nossas ruas e estradas. Agora, pense em toda a frota, contando também carros, utilitários leves e motos. É um prejuízo imenso.

O estudo da Dom Cabral indica que em estradas mal conservadas os custos aumentam em 35% para os frotistas. O item mais caro na conta são os pneus, que estão diretamente em contato com a buraqueira e que sofrem mais com a má conservação do asfalto. Sua vida útil pode ser reduzida em até 1/3. Além disso, estradas ruins também significam redução de velocidade dos caminhões para evitar uma quebradeira maior.

Com esta diminuição de ritmo no percurso, aumenta bastante o consumo de combustível devido ao uso de marchas em regime de giros elevado e, também, cresce o custo e o prejuízo de todos: o cliente espera mais para receber a mercadoria (e assim adia seus lucros ou projetos) e o transportador vê menos dinheiro no caixa por fazer menos entregas no período. A natureza também paga essa conta.